
O mundo das finanças é vasto e inclui não somente conhecimento técnico, como algum conhecimento psicológico do ser humano: afinal, muitas vezes sabemos o que devemos fazer, mas nem sempre vamos pelo caminho racional. Assim, gastar menos do que se ganha é o primeiro passo para equilibrar as finanças, passo este muitas vezes negligenciado.
São vários os motivos para gastar mais do que se ganha: o cartão de crédito conta com limites usualmente maiores do que o salário do indivíduo. O crédito (caro) está disponível por todos os lados. Junte-se a isso a vontade de desfrutar, de acessar aquilo que de melhor existe no mundo, mesmo sem condições financeiras para isso.
Agradar os outros, agradar a si mesmo, não querer dizer “não” à pessoa amada, seja marido, esposa, filho. São muitos os caminhos pelo qual podemos comprometer o nosso salário. Quando a quantia mensal cai na conta, não só ela está totalmente comprometida, como não é capaz de dar conta dos gastos acumulados.
Você ganha o suficiente?
Nem sempre o salário é o suficiente para uma vida digna. Mas gastar mais do que se ganha nunca vai ser a melhor resposta, não importa o quanto o salário esteja aquém do ideal.
Quanto se gasta é mais importante do que quanto se ganha, na medida que a diferença entre os dois não só permite montar uma reserva, como investir em você mesmo, a fim de conseguir se qualificar e aumentar o seu salário.
Quando você gasta mais do que pode, não só a conta não fecha, como você compra fiado para o seu eu do futuro pagar com juros.
Equilibre suas contas
O emocional normalmente vai nos empurrar para gastar além do necessário.
Pare, reflita, faça uma faxina financeira. Viver melhor passa necessariamente por aprender a lidar melhor com suas finanças. E o começo de tudo sempre vai ser gastar menos do que você ganha.
Não existe sustentabilidade financeira nem paz possível sem seguir essa premissa básica e necessária das finanças pessoais.